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Após 15 anos, envolvido na morte de jornalista em Cuiabá vira réu por organização criminosa
Após 15 anos, envolvido na morte de jornalista em Cuiabá vira réu por organização criminosa
Por Administrador
Publicado em 16/09/2026 08:23
Notícias

Quinze anos depois de participar do planejamento do assassinato do jornalista Auro Ida, em Cuiabá, Rafael Aparecido Queiroz de Amorim Veiga, também conhecido como "Cara de Mulher", voltou a virar réu na Justiça e dessa vez por organização criminosa.

A decisão é do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que recebeu a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso contra Rafael pelo crime de organização criminosa, previsto no artigo 2º, parágrafo 1º, da Lei 12.850/2013, e retirou o sigilo dos autos.

Segundo a denúncia, há indícios de autoria e materialidade suficientes para abrir a ação penal. Nesta fase, vale o princípio do in dubio pro societate, ou seja, em caso de dúvida, decide-se a favor da sociedade para que o caso seja investigado até o fim.

Desta vez Rafael é acusado de integrar a organização criminosa Comando Vermelho, com atuação no tráfico de drogas e na lavagem de capitais. O inquérito foi instaurado em 2025 pela Gerência de Combate ao Crime Organizado, a GCCO.

Rafael tem histórico criminal desde a adolescência. Em julho de 2011, quando tinha 17 anos, ele se envolveu no assassinato do jornalista Auro Ida, de 53 anos. O jornalista foi morto a tiros dentro do próprio carro em Cuiabá, quando deixava a namorada em casa.

De acordo com o MP, o crime foi planejado por Rafael e por Rubens Alves de Lima. O atirador foi Evair Peres Madeira Arantes, conhecido como Baby.

A motivação, segundo o MP, seria dupla. Rubens não aceitava dividir os bens com a ex-mulher e Auro Ida estaria a ajudando a procurar advogados. Já Rafael teria agido por ciúmes, alegando que o jornalista estava se relacionando com sua ex-namorada.

Em 2016, a Justiça condenou Rubens a 15 anos de prisão e Evair a 15 anos e 6 meses. Rafael, por ser menor na época, foi condenado a 3 anos de internação. Depois disso, ele continuou cometendo crimes. Em 2017, foi condenado a 11 anos e 6 meses em regime fechado por tráfico de drogas.

Agora, com a nova denúncia aceita pela 7ª Vara Criminal, Rafael responderá por integrar organização criminosa ligada ao Comando Vermelho.

"RECEBO a denúncia oferecida em face da parte denunciada, por satisfazer os requisitos legais, vez que amparada em indícios de autoria e materialidade", decidiu o juiz.

 

 

 

 AMANDA PAIM - Mídia Jur

 

Publicado em 16 de Setembro de 2026 01h45 - Atualizado as 01h54

 

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